segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Por: Tiago Ramos

Ops!

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. 1 Coríntios 1:18

- Boa noite! Engenheiros chineses apresentam um sistema de driver que permite a carros que se locomovam sem motorista. Vamos acompanhar a demonstração com o enviado especial a Pequim, José da Silva.

- Estamos aqui no 5º salão do automóvel chinês, e a demonstração do sistema no driver tem início – silêncio - Ai meu Deus, o carro atropelou duas pessoas e está em alta velocidade, batendo em tudo aqui! Corre!

O destino do projeto no drive é o lixo. Criações humanas que não funcionam como deveriam, vão para o lixo.

Quem já não fez arroz e colocou muito sal ou muita água e, como resultado, obteve uma massa não-comestível? Muito provavelmente, você jogou sua ‘obra-prima’ no lixo. Muitas de nossas criações que não saem como gostaríamos - vão para o lixo. De maneira geral, criações mal-sucedidas são frutos dos nossos erros ou de falta de conhecimento e prática.

Imaginem-se na posição de Deus, vendo Adão e Eva pecarem: eles foram criados por Deus, para ter um relacionamento íntimo e direto com Ele, mas escolheram pecar. Então, se a humanidade é um projeto de Deus, e fez algo que não agradou ao seu inventor, por que Deus não a jogou fora? Será que Deus errou? Ou as capacidades de Deus são menores do que se pensa?

Não. Definitivamente, não. Existem dois grandes problemas com o raciocínio acima: o primeiro é não considerar a vontade divina de amar. Deus criou a humanidade para poder derramar Seu amor sobre ela. E esta vontade nada tem a ver com as ações humanas. Pelo contrário, é uma escolha que parte de Deus. Este aspecto pode ser notado em Mateus 5:45: “Porque faz que o sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos”.

O segundo problema é que Deus sempre age buscando glória para Si. Desta forma, Deus criou o homem para trazer glória para Si mesmo, não pelas obras dos homens, mas pelas Suas próprias mãos. Aqui, a ‘sabedoria de Deus torna-se loucura para os homens’, pois a glória de Deus está em redimir o homem da morte espiritual. E a ação redentora - que é o ápice da glorificação de Deus e da demonstração do Seu amor pelo homem -, foi também o momento de abandono e humilhação de Seu filho, Jesus.

A liberdade trazida aos homens pelo plano de Deus é maravilhosa e, principalmente, graciosa. Por vezes, o foco humano prende-se ao fato de termos pecado e à necessidade de viver uma vida dita santa. No entanto, o foco do cristão não pode estar em nenhum lugar que não na cruz. E a cruz não demanda vida santa. Pelo contrário, evidencia o pecado.

Entretanto, ela também nos mostra a possibilidade de arrependimento e salvação. Possibilidade esta que é de livre escolha e sem necessidade de pagamento. Dessa forma, a vida em santidade não é uma obrigação para os salvos, mas antes, um presente a ser desfrutado. O pecado faz parte do plano de salvação de Deus. Não pertence a Deus, mas foi permitido por Ele, para evidenciar um amor incapaz de ser contido no céu.

Este amor desceu ao planeta Terra, no domínio do tempo e espaço, para humilhar-se e permitir que os pecadores – nós - pudessem abrir um lindo e contagiante sorriso de agradecimento!

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